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9 dicas para aplicar um pouco de UX nos processos seletivos!

Quantas vezes escutamos dos candidatos que eles não recebem retorno dos processos seletivos que participam, não conseguem acesso às informações da vaga e que ficam “no vácuo”! Essas são apenas algumas condutas que consideramos inadequadas, mas que infelizmente acontecem com frequência. Por isso, vale a pena adotar a ótica do User Experience – UX nos processos seletivos.

 

 

Fica a pergunta: o que torna tão difícil adotar processos de comunicação mais eficientes nesses processos? Acredito que a dificuldade surge quando a empresa e os responsáveis pela seleção não colocam como prioridade tornam o bom relacionamento com o candidato.

Vou contar aqui um pouco de como fazemos e no que acreditamos na Take, mostrando que é possível estabelecer um relacionamento positivo com todos durante a seleção. Se os pontos que vamos trabalhar aqui forem premissas do seu processo seletivo, pode acreditar que sua empresa deixará uma ótima impressão!

Nesse contexto, tenho pensado bastante em como a estrutura e dinâmica de realização dos processos seletivos demandam do profissional de RH um olhar semelhante ao de um UX (User Experience): profissional responsável por garantir a melhor experiência para o usuário no uso de determinado produto ou serviço. Assim, podemos aplicar alguns princípios de UX nos processos seletivos!

O objetivo do RH é finalizar o processo e selecionar um candidato que atenda aos requisitos comportamentais e técnicos definidos, se identifique com a empresa, possua valores alinhados aos do negócio e que enxergue nele a possibilidade de realizar seus sonhos (isso é um assunto para outro artigo!). Esse objetivo pode ser mais facilmente alcançado quando proporcionamos a melhor experiência possível ao candidato.

É importante que ele chegue ao final da seleção acreditando que valeu a pena investir seu tempo no contato com a empresa, independentemente de seu resultado. Por isso, pensar nos detalhes do processo faz toda a diferença!

 

 

Abaixo, você verá algumas dicas que praticamos na Take – destacando que também estamos aprendendo e que esse é um exercício constante. Algumas podem parecer clichês, mas vá por mim: elas não podem ser negligenciadas.

1. Se coloque no lugar do candidato. Você gostaria que uma pessoa que te ligou e marcou um horário com você desconsiderasse o combinado? Ou que ela sumisse no mundo sem te avisar se você foi selecionado ou não? Além disso, se os candidatos precisarem ficar a tarde inteira fazendo testes e atividades, lembre-se de que terão sede e fome.

2. Defina com clareza os seus objetivos com o processo seletivo (perfil, exigências, valores, propósito da posição, salário, etc.) e qual o perfil que você deseja encontrar. Se o gestor da vaga não está alinhado a essas informações, não inicie o processo, pois você terá retrabalho!

3. Use os canais de comunicação e uma linguagem que se aproxime dos seus candidatos. Vocês precisam se sentir à vontade um com o outro, e você ainda pode mostrar um pouco da cultura da empresa. Evite jargões técnicos ou linguagem específica do negócio, pois isso deixa o candidato se sentindo um “peixe fora d´água”.

 

 

4. Mantenha contato constante com os candidatos. Se o processo ou uma etapa demorar mais que o previsto, não hesite em explicar isso aos candidatos. Atrasos e imprevistos ocorrem, mas é importante ser transparente e respeitar o tempo do outro.

5. Preocupe-se em ser claro com relação às informações passadas. Dê abertura para que os candidatos lhe procurem sempre que sentirem necessidade. Eles precisam tirar todas as possíveis dúvidas durante o processo.

6. Envolva outras pessoas no processo além do RH e da equipe da vaga. É importante contratar para a empresa e não apenas para uma equipe em específico. Envolver pessoas que vão se relacionar com o novo funcionário vai facilitar muito o processo de alinhamento aos valores e a adaptação do novato.

 

 

7. Pegue feedbacks constantemente. Sempre há o que melhorar e a gente só descobre como escutando quem passou pelo processo.

8. Dê feedbacks para todos os candidatos, mesmo os que não passaram no processo seletivo.

9. Criar atividades e etapas que sejam interessantes para o candidato (ex: dojo e dinâmicas que se aproximam ao que ele irá fazer no dia a dia), para que ele, mesmo não sendo selecionado, sinta que aproveitou bem aquele tempo investido no processo seletivo. Lembre-se sempre que o candidato quer aproveitar ao máximo os momentos de contato com você e considerar que valeu a pena.

E tudo isso precisa estar alinhado à sua cultura, valores, objetivos e forma de ser e trabalhar. Tem que ter a cara da sua empresa!

Longe de falar de verdades absolutas, gostaria de mostrar o quanto o processo seletivo deve ser tratado com seriedade, pois sua empresa é o espelho de quem você contrata! E acredite: proporcionando aos candidatos uma experiência que valha a pena ser lembrada, pode ter certeza de que você terá conquistado novos seguidores!

 

 

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Lívia Freitas

Analista de RH

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Comments (1)

  1. Muito bacana e interessante. Hoje, vivemos na era digital, mas isto não quer dizer que temos que tratar o outro com frieza e sem resposta. É colocar no lugar do outro, sempre.
    Cuidar das pessoas e ser comprometidas com elas. Isto é ser incrível.

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