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Chatbots depois do F8: quais são as perspectivas?

Aconteceu em abril passado a edição de 2017 do F8, o principal congresso do Facebook, em que novidades da empresa são anunciadas para desenvolvedores e empreendedores. E como era de se esperar, muito foi revelado sobre o futuro dos chatbots no F8.

No evento, foram divulgados alguns dados e cases interessantes sobre o sucesso obtido pelos chatbots — até agora — na plataforma e discutiu-se o que devemos esperar dessa tecnologia no próximo ano.

Além disso, as novas funcionalidades do Messenger para chatbots também foram demonstradas. Neste post, vamos saber um pouco mais sobre o que aconteceu e o que devemos esperar dessa tendência no próximo ano. Confira!

Um ano de conquistas dos chatbots

Se no F8 de 2016 os chatbots debutaram no Facebook Messenger, no evento deste ano a empresa de Palo Alto aproveitou para lançar alguns dados otimistas sobre esse primeiro aniversário da tecnologia na plataforma.

Até agora, já são mais de 100 mil chatbots ativos no Messenger — feitos também por mais de 100 mil desenvolvedores.

No meio desse número impressionante de “early adopters”, já apareceram alguns cases de sucesso interessantes, como o da Rogers, a maior operadora de telefonia celular do Canadá, que registrou aumento de 60% na satisfação dos seus clientes após implementar chatbots no atendimento pela rede social.

O F8 também destacou o caso da Globe, empresa das Filipinas que viu a produtividade dos seus funcionários aumentar em 3,5 vezes após automatizar processos com bots no Messenger. Outro exemplo que apareceu na conferência foi o da Meetic, que construiu um chatbot de paquera que teve taxa de conversão 30% maior do que qualquer outro canal.

E se em um ano com a plataforma beta tanta coisa já aconteceu, a expectativa é que teremos muito mais em 2017: durante o F8, foi anunciado que a plataforma de bots está deixando esse estágio para chegar à versão 2.0, recheada de novidades.

As novidades para chatbots no F8

A nova plataforma 2.0 permitirá mais interações entre usuários do Messenger e bots. Como já comentamos anteriormente, uma das mais importantes é a discovery tab, uma ferramenta de descobertas para que as pessoas encontrem chatbots que sejam do seu interesse. É um catálogo de bots que deve aumentar a visibilidade da tecnologia para o público comum.

Também foi revelada uma API para permitir que, além do ambiente do Messenger, os bots também interajam diretamente em páginas do Facebook. Ou seja, será possível automatizar as respostas para usuários em posts de uma página e aprimorar o grau de interação de uma marca com o seu público.

Extensões de chat são mais uma novidade que deve impactar os chatbots, pois já é possível ter mais graus de interação com eles. A tecnologia permitirá, por exemplo, bots moderadores de conversas em grupos maiores, facilitando o processo de tomada de decisão coletiva — seja em negócios ou apenas para determinar o melhor dia para o churrasco da firma.

Por fim, além de servir para iniciar diálogos com bots, os QR codes poderão ser utilizados para criar interações e conversas mais direcionadas. Dependendo do código escaneado pelo usuário, ele terá um padrão de diálogo diferente com o chatbot, proporcionando uma experiência mais individualizada desde o início.

Um exemplo seria um QR em um produto: quando escaneado, o chatbot já sabe que esse é o assunto principal da conversa e se direciona para dúvidas sobre ele e até para a possibilidade de vendê-lo.

Uma conclusão clara para todos sobre o futuro dos chatbots no F8 é que a tecnologia deve se tornar ainda mais relevante e presente neste ano. Cada vez mais o Facebook Messenger quer se assemelhar ao WeChat (aplicativo chinês onde nasceram os chatbots) permitindo mais interações e possibilidades aos seus usuários.

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