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Os poderosos messengers da Ásia: quatro cases de sucesso

Você está se preparando para iniciar o seu negócio. Para promovê-lo, qual a primeira ação que você pensa em tomar? Provavelmente montar um site. Na China, o raciocínio é um pouco diferente: os empreendedores imediatamente pensam em criar um chatbot no WeChat, para interagir com seus clientes via mensagens multimídia.

Na Ásia, os aplicativos de mensagens são canais de comunicação muito poderosos e revolucionaram a maneira com que as empresas se relacionam com seus clientes. Em cada país, surgiu um app local, com vantagens e particularidades que agradam a cada mercado consumidor. Conheça um pouco sobre esses cases e a tendência que chegará ao Brasil em breve.

WeChat – China

O aplicativo que conta com mais de 700 milhões de usuários já faz parte do cotidiano dos chineses das mais diversas maneiras. Via mensagens multimídia, eles podem chamar um táxi, pedir comida, marcar uma consulta ao médico, pagar contas e muito mais. O WeChat não é apenas um app: é um portal de micros serviços de mensagens (em sua maioria, chatbots) que inclui uma gama ampla de funcionalidades, com destaque para pagamentos.

 

Dessa forma, as empresas se beneficiam da solução tanto quanto o consumidor. No WeChat, cada empresa possui sua própria “conta oficial”: um mini aplicativo dentro do aplicativo, que permite que o usuário interaja com a marca de maneira personalizada, instantânea e, em alguns casos, muito criativa.

 

Por fim, o WeChat Wallet, uma de suas funcionalidades, guarda os dados de pagamento do usuário, tornando as transações muito mais ágeis. Além de facilitar a vida de empresas e clientes, isso garante mais compras, o que muito interessa ao WeChat, que monetiza através de uma porcentagem de cada transação.

 

Line – Japão

Menos focado na utilidade dos serviços via mensagem e com mais características de uma rede social, o Line é o primo “cool” do WeChat. Este app de mensagens se insere no universo do entretenimento. Sua principal fonte de renda são os games, que as pessoas compram dentro do aplicativo e jogam com os amigos.

 

Outro ponto interessante em relação ao fenômeno Line se refere aos stickers: caracteres ilustrados que tornam a comunicação via mensagens mais divertida. A segunda maior receita da empresa vem da compra de stickers pagos!

 

O Line também possui uma característica específica que o diferencia das demais iniciativas na Ásia: as contas oficiais das empresas são pagas e têm acesso a todas as funcionalidades. O que este app mostra é que um sistema interativo de comunicação entre pessoas e empresas é tão efetivo para distribuição de conteúdo e entretenimento quanto para oferecer serviços móveis… e que a comunicação divertida atende e vende bem!

 

Hike – Índia

 

Se escolhêssemos uma palavra para caracterizar o case do Hike, seria acessibilidade. A equipe criadora do aplicativo olhou para dentro de seu próprio país e criou uma solução cuja base cresceu exponencialmente em apenas dois anos.

 

O acesso a rede de dados (ou mesmo a um smartphone) é limitado em grande parte do país. Por isso, a iniciativa inclui várias funcionalidades que utilizam a tecnologia SMS. Por exemplo: se você encaminha uma mensagem pela internet para seu amigo que não tem acesso a dados móveis, ele recebe o texto (e um link para acesso a conteúdo multimídia) por SMS (pago pelo próprio Hike!).

 

Essa e outras funcionalidades mostram o nível de preocupação da equipe indiana com a experiência do usuário, que é o foco da iniciativa. As contas empresariais foram lançadas posteriormente e são baseadas em geolocalização. A interação também é baseada em troca de mensagens multimídia e em diversas funcionalidades do app.

 

Kakao Talk – Coreia do Sul

Outra plataforma de serviços via mensagens, o Kakao Talk nasceu em um panorama bem diferente do Hike. A solução conta com algumas funcionalidades e características que já vimos nos outros cases: páginas de marcas e serviços móveis via mensagem, suporte para games e venda de stickers.

Uma das features mais interessantes do app é o Kakao Page: uma funcionalidade que permite que os usuários comprem e vendam conteúdo uns dos outros. Essa é uma maneira extremamente inteligente que a equipe encontrou para monetizar em cima de uma grande tendência online hoje: o conteúdo gerado pelo usuário.

Vale a pena destacar também que o Kakao Talk tem uma moeda virtual: o “choco”, que os usuários podem utilizar para comprar os milhares de produtos disponíveis na plataforma. Esse modelo é um pouco diferente dos demais, mas que tem apelo com os usuários da solução.

 

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Como pudemos ver, a tendência de plataformas de conversa via mensagens é fortíssima e vem do oriente. O que esses cases têm em comum? As soluções oferecem ao usuário uma experiência eficiente e divertida na utilização de serviços móveis; estão presentes em vários momentos do cotidiano das pessoas; e são um sucesso estrondoso em seus respectivos países.

No entanto, o pulo do gato está em suas diferenças. Cada um se adaptou com maestria às necessidades e exigências da população do país onde nasceram. Isso abre caminho para uma descentralização dessa tecnologia – Facebook, Google e Microsoft terão muito trabalho para bater essas marcas em seus países de origem.

E no Brasil? Teremos uma plataforma de mensageria robusta, inteligente e com um tempero brasileiro que engaje nossa população? O tempo dirá!


Roberto C. Oliveira
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Roberto C. Oliveira

CEO da Take

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