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O que podemos aprender com a China quando o assunto é tecnologia móvel?

É um fato: quando o assunto é tecnologia móvel, a China está alguns anos à frente do resto do mundo. Empresas como a Xiaomi e a Huawei já estão desenvolvendo smartphones e tablets inovadores e de alto nível, enquanto aplicativos como o WeChat e o serviço de vídeo YY.com ditam tendências que as gigantes do Vale do Silício começam a perseguir.

Há relativamente pouco tempo não era assim – só que, na última década, o jogo virou: as empresas de tecnologia do país asiático, que prosperaram sem a concorrência das potências globais, começaram a inovar. Hoje, os ocidentais buscam inspiração nas soluções criativas dos chineses, como no caso dos chatbots, que entraram em evidência no país em 2013 e estão em alta agora.

Mas, afinal, o que podemos aprender com a China quando o assunto é tecnologia móvel? Continue a leitura e descubra!

Potência na produção de chips para a tecnologia móvel

É muito provável que pelo menos uma peça do seu atual telefone tenha sido produzida na China (há grandes chances de que ele tenha sido inteiramente feito lá). Mas o país não está mais satisfeito em apenas executar projetos: ele quer elaborar suas próprias tecnologias e ser líder na indústria de semicondutores.

A estatal Tsinghua Unigroup, que desenvolve a infraestrutura de chips do país, recebeu US$ 22 bilhões do Banco de Desenvolvimento da China em março de 2017, com o objetivo de tornar a indústria local de chips ainda mais competitiva.

Ou seja, daqui a alguns anos, é muito provável que a China domine o mercado de semicondutores. Esse tipo de visão de investimento em tecnologia é um excelente exemplo para outros países, como o Brasil, que sonham em ter uma indústria desenvolvida.

Inovadora nos aplicativos e redes sociais

Há alguns anos, aplicativos e redes sociais chinesas eram vistos como meras versões de sucessos do ocidente, como o Sina Weibo, que é o equivalente ao Twitter. Mas isso já não é mais verdade e o caminho reverso já foi feito algumas vezes, como no caso do Momo, um aplicativo de encontros semelhante ao Tinder, mas que apareceu alguns anos antes.

Talvez o melhor exemplo de inovação seja o WeChat, um aplicativo de troca de mensagens da Tencent que, há alguns anos, poderia ser descrito como um WhatsApp chinês — mas, bem antes do seu equivalente ocidental, já oferecia mensagens de áudio.

Hoje, o WeChat é um super aplicativo que centraliza boa parte do uso da internet na China. Com ele, é possível fazer de tudo. Grande parte dos telefones chineses tem o WeChat instalado: são 938 milhões de usuários.

Pioneirismo em chatbots

Não é à toa que foi no WeChat que ganhou corpo a tendência dos chatbots. Em 2013, apareceram os primeiros chatbots, que permitiam que usuários realizassem ações simples em uma interface de diálogo, sem precisar acessar outro aplicativo ou site.

Compras, atendimento pós-vendas e muito mais passaram a acontecer pelos chatbots no WeChat, deixando-o ainda mais essencial e útil. Hoje, a tecnologia já está disponível no ocidente, em plataformas como o Facebook Messenger, mas ainda temos muito que aprender com os chineses quando o assunto é chatbots.

No país, já existe há alguns anos o avançado Xiaoice, desenvolvido pela Microsoft, mas lançado inicialmente apenas em mandarim, para os chineses. Utilizando uma inteligência artificial avançada com base em dados de conversas coletadas na internet, o software conversa sobre tudo com os seus mais de 40 milhões de usuários.

Ou seja, a tecnologia móvel da China realmente está à frente – e nós podemos aprender com as inovações no país e como elas estão fazendo com que ele seja uma potência ainda maior.

Agora que você já sabe mais sobre a tecnologia móvel na China e o crescimento dos chatbots, aproveite para assinar nossa newsletter e ficar por dentro de tudo sobre essa tendência!

 

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